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terça-feira, 12 de julho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

Paraíso - Peruíbe



Na semana passada estive no meu paraíso particular, curtindo esta paisagem encantadora, de final de outono.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Bicicleta




Todo ano, quando passo férias neste meu "paraíso", que é Peruíbe, uma das coisas de que mais gosto é de fazer as caminhadas de final de tarde, pela orla da praia. É maravilhoso ter o privilégio de desfrutar desta paisagem linda, sentir a brisa, o cheiro do mar, a paz, o silêncio. A gente consegue ver, sentir, ouvir, enfim, focalizar cada sentido em particular, é uma verdadeira "meditação", aliada a uma atividade física e à respiração, dá para colocar os pensamentos em ordem, ou simplesmente não pensar em nada! Também é muito bom ir caminhar em companhia das amigas - Flávia e Lucimara - ou da minha mãe e minha irmã- conversando, rindo,e porque não, até cantando! ( que ninguém nos ouça!)
Mas neste ano, eu fiquei preocupada, pensando que não poderia fazer minhas caminhadas: estava com a tal " fascite plantar", que é uma inflamação no tendão do pé, que dá uma dor danada, e dificulta muito para andar. Estava com essa dor há quese 6 meses, e nada melhorava!
Aí, resolvi o problema com uma BICICLETA! É isso mesmo! Não força o pé, e dá para andar a orla inteira, e curtir do mesmo jeito.
Em Peruíbe tem várias ciclovias, pois a população de lá tem o hábito de usar a bike como meio de tranporte no dia a dia. Facilita bastante. Mas a ciclovia que eu mais curti foi a da praia, que pega toda a extensão, é um caminho muito bonito, todo arborizado, perfeito! No final, minha dor no pé serviu para que eu descobrisse um novo jeito de curtir as férias. E não é que , poupando a caminhada, a dor foi melhorando, e até deu para fazer uns passeiosà pé no final das férias!!!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Portinho






Em Peruíbe tem um lugar muito legal para se comprar peixe - o Portinho. Fica na margem do rio que desagua no mar, dá para ver os barquinhos saindo e chegando, trazendo pescados fresquinhos, ainda contando com a simpatia do pessoal que trabalha lá: tem o box da dona Maria, da sua irmã dona Rosa, do Luíz, o box do Periquito, e tantos outros.Também dá para curtir uma paisagem linda, do rio com o mar, o morro dos Itatins, os barcos coloridos.
Este ano, temos uma novidade: foi construído um mercado de peixes e o pessoal vai se mudar para lá. Na verdade fica no mesmo lugar, mas ficou bem maior, mais moderno, mais prático. O Portinho já estava pequeno, quando a cidade está cheia de turistas, fica lotado.
Quem for conhecer Peruíbe, não deixe de visitar o lugar, e comprar peixe fresquinho, camarão, mariscos, ostras, siri, carangueijo, e pescados como a tainha, corvina, cação, pescada branca e tantos outros.
A mudança foi dia 20/janeiro/2011, e eu fui lá uns dias antes para fotografar o portinho "velho", e deixar registrado.Vai deixar saudades... É o progresso chegando!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Morro dos Itatins


Serra dos Itatins, Morro da Juréia, "morro do Inácio"... Vários nomes, um mesmo lugar, cheio de encanto e mistérios!Fica em Peruibe, litoral de SP.
Há quem diga que ali pousam discos voadores... Que tem a "porta de Deus", que é uma porta desenhada numa pedra,que é oca quando a gente bate nela. Tem outros mistérios também, como a névoa de ozônio que sai dele e encobre toda a cidade,e outros.
Eu só sei é que subir até o seu topo é uma experiencia incrível, o visual é lindo, e é um encontro com a natureza fantástico! Além disso, é muito bacana ver o morro limpinho, bem verde, bem preservado.Quando caminhamos na praia, ele é um ponto de referência, um marco.
Há alguns anos um grupo foi até o pico levar uma cruz gigantesca e rezar uma missa lá. Eu não estava presente mas fiquei sabendo que foi muito emacionante. Até há pouco tempo podíamos ver a cruz daqui de baixo!
Quando ele está encoberto de nuvens, pode contar que vem chuva.Se diz que o "Inácio está de chapéu".
Subindo pela serra , tem acesso a varias praias que são verdadeiros redutos da natureza: a prainha, o Guaraú,o Paraíso, o Perequê, a Barra do Una,e outros.
Espero que este lugar fique preservado para sempre, um lugar protegido, maravilhoso, onde podemos desfrutar da fauna e flora do pouco que restou da Mata Atlântica!!!

PERUIBE


PERUÍBE DA MINHA INFÂNCIA
Na minha infância, não existiam férias sem Peruíbe. Nem folga ou feriado, e nunca íamos para outro lugar. Lá era nosso refúgio, nosso paraíso, nossa folga, nosso feriado.
Tinha a casa do vovô, onde toda a família se reunia, cada um tinha seu quarto. A casa tinha um muro branco na frente, onde tirávamos fotos da família que crescia.Tinha também um tanque de areia para nós brincarmos.
Tinha banho de mar logo de manhã, a praia era mais limpa, tinha menos gente e o sol não era tão quente. Tinha os aperitivos do vovô, com a famosa caipirinha, o “cachimbo da paz”, e até as crianças davam uma ”bicadinha”. Tinha siri no molho, mariscos na casca com caldinho, ostras com limãozinho... E depois dessa farra, tinha o almoço da vovó – aquela macarronada que acabava em “escarpeta”, ou os bifes à milanesa deliciosos, ou o cação fresquinho, comprado no portinho, e até arroz com feijão e picadinho era dia de festa!
Depois do almoço era hora de cesta, cada um ia para um canto: o quarto ou a rede na varanda... No fim da tarde tinha o mergulho no mar do vovô e do papai, e as crianças iam na carona! Ou então íamos pescar siri com as gaiolas para o dia seguinte. Aí era ver os pobrezinhos andando no tanque...
As brincadeiras eram empinar pipas, jogar taco, brincar na areia. Andar na praia até o rio e colocar o pé na pedra, e ver os tatuíras saírem correndo. Além dessas “baratinhas” do mar, também tinha idiamins, besouros gigantes, cigarras, e outros insetos.
Tinha o fim de tarde: o sino da Igreja Matriz avisava a cidade toda da hora da missa. Também era hora das andorinhas fazerem sua revoada. Isso era muito lindo- o céu ficava forrado de pássaros.
Tinha a sorveteria Paulista, ou o sorvete da “dona gorda”, que todo mundo gostava. Tinha o passeio na pracinha, e a banda tocando no coreto.
Tinha o Inácio com ou sem chapéu. Tinha a expectativa de o dia seguinte ter sol ou não.
Depois de jantar, tinha as cadeiras na calçada, e todos sentavam ali, vendo o movimento da cidade.
Se começava a ventar, era de se esperar o” vento noroeste”. Todos entravam em casa, e alguém já passava a mão em um ramo de erva cidreira. A vovó já esquentava a água na chaleira, e sentíamos aquele cheirinho do chá, que o vovô chamava de “fiquitim”. Ficávamos lá dentro, ouvindo o vento, tomando chá, e curtindo as histórias e as cantorias do vovô e da vovó. Às vezes tinha brincadeiras de telepatia, ou achar o rabo do elefante, que a gente morria de rir...
Nas férias , quando os homens voltavam para São Paulo, a gente dormia juntos no quarto da vovó. Tinha as histórias dela e da mamãe: dos Príncipes Coroados, do Mimi e Arquimedes, e outras lindas, cheias de sonhos. Dormíamos ouvindo a radio "maré mansa" no radinho da vovó, e de manhã não escapávamos de ouvir o Gil Gomes.
No final de semana eles voltavam, e era uma festa: alegria, conversa, risadas e comida gostosa, como a pizza feita em casa, inesquecível era a de camarão com mussarela!
E assim era Peruíbe da minha infância. Tinha muita paz e alegria. Tenho saudades...
O tempo passou, e agora tem...


PERUÍBE DA INFÂNCIA DE MEUS FILHOS
Continua não existindo férias sem Peruíbe. Tem a casa do vovô deles, que é meu pai, e a casa da Nona, que é minha vovó.
A casa da Nona continua no mesmo lugar, o muro branco não é mais a moldura das fotos, não tem mais o tanque de areia, não tem mais o meu vovô. Mas ainda tem alegria, risadas, conversas, caipirinhas antes do almoço, comidas deliciosas por lá.
Agora a gente fica na casa perto do morro dos Itatins e da praia. È uma casa linda, com gramado, quiosque e muito espaço. Tem piscina montada no quintal, tem brincadeira a beça. As crianças se divertem do começo ao fim.
As brincadeiras mudaram um pouco, mas ainda tem bola, frescobol e taco. Tem também vídeo game e jogos no salão de brincadeiras no andar de cima.
O Inácio ainda põe e tira o chapéu, e a gente sempre espera um dia de sol.
Ainda tem o banho na praia, que está mais cheia de gente. A orla está mais bonita, com pista de caminhadas e quiosques lindos. A paisagem continua perfeita!
O portinho está no mesmo lugar, com os vendedores de peixe fresquinho, que a gente vê chegar nos barquinhos.
Tem os aperitivos da vovó, a cervejinha gelada, a caipirinha do Ricardo e os drinks do Dadi. Tem aquele almoço especial, com peixe fresquinho, ou aquela macarronada, e ainda é festa quando tem arroz com feijão!
Tem descanso na rede na varanda, tem muitos passarinhos no jardim: beija-flores, bem-te-vis, e tantos outros. Tem coqueiro carregado de cocos, que a gente colhe e toma de canudinho. Tem o barulho das ondas do mar. Ainda tem vento Noroeste, e tem chá de fiquitim. Tem o jardim da vovó com salsa, hortelã e manjericão.
Mudam os vovôs e as vovós, mudam as crianças, Peruíbe mudou, mas é a mesma. Encantadora, pequenina, alvissareira, ainda com coreto na pracinha, bandinha, praia, sol natureza. Ainda é nosso refugio, nosso PARAÍSO!!!!! E as crianças vão crescer com estas lembranças, que se tornarão inesquecíveis, como foram para mim.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma aventura no morro do Itatins


Neste ultimo feriado recebemos um convite de uma amiga: “ – Vamos fazer a trilha até o pico do morro dos Itatins?”
Aquele convite me pegou de surpresa- há muitos anos que eu não faço esta trilha, não sabia se iria ter disposição suficiente. A princípio fiquei bem indecisa, mas logo me decidi a encarar o desafio. Como diante de um fato novo cada um tem uma reação diferente, no restante da turma houve quem aceitasse o convite sem pestanejar, com muita animação, e houve quem ficasse em dúvida até o ultimo momento. Também teve quem fizesse mil perguntas, querendo saber de cada detalhe do percurso antes de tomar a decisão.
Na manhã de domingo, o dia parecia perfeito para a nossa aventura: temperatura amena, dia claro, céu azul sem nuvens. Nosso alvo- o morro dos Itatins- parecia mais verde que nunca, convidativo, sedutor, apaixonante!
No sopé da montanha nosso grupo se uniu para uma foto- todos alegres na expectativa do longo caminho que teríamos pela frente: uma trilha de 2,5 km e 600m de altitude. Na mochila, levamos água, alimentos, doces e uma corda; na alma levamos a coragem, o equilíbrio, força, determinação e a fé de que Deus nos acompanharia em todo o percurso. E aí começa a nossa aventura pela estrada da vida...
Logo no início da trilha, pudemos observar que seria um caminho árduo, não tão fácil assim. Começamos a andar em um ritmo mais lento, observando a natureza ao redor e andando com cautela, como um bebê que aprende os primeiros passos- afinal estávamos num terreno desconhecido.
Olhando para cima, percebemos o quanto seria difícil. Assim, foi mais prudente voltar os olhos para o chão firme e cuidar de um passo de cada vez, colocando os pés em lugar seguro, às vezes foi necessário encontrar raízes profundas para se agarrar e em outras vezes, foi preciso se escorar em troncos sólidos e fortes. Em algumas ocasiões necessitamos de uma mão estendida para nos puxar para cima. Assim também passamos pelas dificuldades da vida necessitando de raízes profundas, como a família, a fé, a educação; e troncos sólidos como o conhecimento, a informação, o trabalho, o caráter, e sobretudo da mão amiga estendida- não podemos viver sozinhos.
Alguns tropeções ocorreram- o jeito foi se levantar, afastar a poeira e continuar. Em certos momentos, foi preciso parar, enfrentar a vontade de desistir, respirar fundo e avançar para frente.
Houve um momento em que o caminho se fez mais perigoso, mais íngreme, de difícil acesso- foi a hora do grupo se unir, de usar a corda, de se dar as mãos e assim, juntos conseguimos vencer o obstáculo. Mas ainda faltava muito chão pela frente...
Pude observar que o caminho todo é maravilhoso: lindo, fresco, um cheiro gostoso de mato, um visual incrível de cores de todos os tons de verde, o colorido das flores, lindas bromélias, o som do canto dos pássaros e das folhas se movendo ao vento. Todos os nossos sentidos são estimulados por tantas maravilhas, e sabemos que o Criador se faz presente em cada cantinho desta magnífica paisagem. Porém, nos trechos mais difíceis, não víamos nada disso; a beleza do lugar passava despercebida pois nossa atenção se voltava às dificuldades. Mas tudo estava lá!
Durante a trilha, os mais experientes, mais jovens e os mais atletas se adiantaram na frente, e desafiavam os mais lentos (“- os panelas ficaram para trás...”); mas isso não serviu de intimidação. O importante era chegar lá, mesmo que fosse por último!!!
E assim fomos indo, ultrapassando obstáculos, desbravando estradas, se maravilhando com as belezas do caminho, se divertindo em vários momentos, compartilhando experiências, passo a passo, até que finalmente, chegamos ao pico. E – vamos falar a verdade – VALEU A PENA!!!. A paisagem é maravilhosa, de tirar o fôlego! Uma grande recompensa nos esperava!
Paramos então para usufruir do momento, curtir a vitória,a conquista da meta, a chegada ao topo! Foi também o momento de relaxar, de repor as energias, se deliciar com a paisagem, repensar a nossa vida, organizar idéias, registrar o momento.
Mas a conquista da meta não é o fim do caminho. Devemos continuar... E assim nos preparamos para a volta.
A segunda etapa do caminho nos trás a vantagem da experiência da subida, mas também nos pede mais responsabilidade: por ser mais perigoso, temos que guiar as crianças em segurança, e o dever de protegê-las. Além disso, o corpo mais cansado, com menos disposição exige muito mais cautela em cada passo. Aí, vale mais a experiência do que a força, vale mais a sabedoria do que o viço,não há mais a empolgação de chegar ao pico, mas a certeza de que a caminhada deve continuar até o fim.
Durante o caminho, nos deparamos com um grupo que descia numa disparada. Irresponsáveis, não davam importância ao perigo, desafiando a sorte numa desabalada correria. Tentamos alertá-los, mas não deram ouvidos,e acabaram por deixar um companheiro deles para trás. Há pessoas que passam pela vida num atropelo, não se importam com as conseqüências dos seus atos e nem com o companheirismo. Passam sem perceber a beleza da vida, sem se dar conta de onde estão. Simplesmente passam correndo.
Em certo momento, alguém percebeu que estávamos trilhando pela estrada errada. Não queríamos acreditar: parecia mais fácil avançar mesmo com o risco de nos perder. Mas realmente chegamos no “fim da picada”. Mesmo a contra gosto, tivemos que olhar para trás e retroceder. Quantas vezes isso acontece na nossa vida! E em quantas temos a coragem de retornar e tomar o rumo certo? Mas depois, parece que o caminho fica mais claro e dá um alívio no coração, mesmo com o temor do que poderia ter acontecido se não voltássemos atrás.
Alguns escorregões são normais na estrada, assim como arranhões e ferimentos. Uns deixam cicatrizes para sempre, outros nem serão mais lembrados.
E assim fomos nos aproximando do destino final. Caminhando, nos ajudando, um dando força ao outro. Com o corpo cansado, as pernas enfraquecidas, dores musculares, o cansaço da longa caminhada, chegamos ao fim. Vitoriosos, guerreiros, corajosos. Com o coração em PAZ, pela MISSÃO CUMPRIDA!!!
Qualquer semelhança com a vida não é coincidência!!!
Participaram desta aventura:
Flavia ( a amiga que fez o convite), Agnaldo
Lucimara( da turma dos atletas), Luiz
Lu ( da turma dos “panelas” ), e Geraldo,
Dadi, Ricardo
As crianças: Miguel (10 anos), Vitor (7 anos) e Daniel (8 anos)
E Eu- Claudia a mais “panela “de todos, cheguei por ultimo e com o pé torcido)