domingo, 4 de novembro de 2012

A Corrupção e o Pecado

Todos os dias ouvimos e lemos histórias terríveis sobre a corrupção em nosso país, com roubo do dinheiro público,desvio de verbas por nossos governantes e políticos. Isso nos trás grande preocupação e tristeza. Penso nestas pessoas que alcançaram o poder através da esperança daqueles que neles votaram, que acreditaram em sua promessas: o povo. Estes eleitos que corrompem são pessoas que não têm uma consciência moral formada de maneira adequada, e diariamente cometem tantos pecados: a soberba, a ganância, a gula pelo poder, a preguiça de não se fazer o que deve ser feito, enfim, não vemos VIRTUDES neles, só pecados. E o que é pior: são pecados que tratam de matéria grave, pois infringem os Mandamentos de Deus, como “não roubar”, “não cobiçar as coisas alheias”, e principalmente, “não matar”. A corrupção mata a esperança, a confiança, mata a educação , a saúde, a qualidade de vida, e literalmente mata de fome, de miséria e de violência. Deste modo, estamos virando uma sociedade pecaminosa que perde a esperança, e que pode passar a banalizar o mal, se acostumar com ele. A sociedade deve se unir, juntar forças para ir contra esta situação. Devemos perseguir as virtudes na hora de eleger nossos governantes. No Evangelho de Lucas,vemos a história de Zaqueu (Lc 19,1-10): Zaqueu era um cobrador de impostos, era um homem "baixo", do ponto de vista de ser ladrão, de roubar.Ele estava em cima da árvore da ganância, da ambição. Jesus lhe diz que se quisesse vê-Lo, teria que descer dali. Ele desce, e acolhe Jesus em sua casa, se arrepende de seus pecados, e diz que vai devolver tudo o que roubou, e indenizar aqueles a quem prejudicou. Gostaria que houvessem mais Zaqueus por aí, acolhendo Jesus em suas vidas, e revertendo a situação em que se encontram tantas pessoas. Espero que nossa sociedade consiga alcançar a Paz, através do Evangelho e da conscientização de todos. FOTO: Figueira - ou Sicômoro- de Zaqueu, em Jericó

sábado, 22 de setembro de 2012

Nossa Senhora da Salette

Setembro, mês da Salette. Este ano, como sempre, a Festa está maravilhosa. No dia 19, várias missas em comemoração deste dia tão importante para a Evangelização, a Conversão, a RECONCILIAÇÃO!!! Nossa festa está acontecendo no SAntuário de Nossa Senhora da Salette, na rua Dr Zuquim, em Sampa. Estão todos convidados, estamos na última semana.

domingo, 25 de março de 2012

Jesus era peripatético...

Jesus era Peripatético
(Max Geringher)

Numa das empresas em que trabalhei, eu fazia parte de um grupo de treinadores voluntários.
Éramos coordenados pelo chefe de treinamento, o professor Lima, e tínhamos até um lema:

"Para poder ensinar, antes é preciso aprender" (copiado, se bem me recordo, de uma literatura do Senai). Um dia, nos reunimos para discutir a melhor forma de ministrar um curso para cerca de 200 funcionários. Estava claro que o método convencional: botar todo mundo numa sala, não iria funcionar, já que o professor insistia na necessidade da interação, impraticável com um público daquele tamanho.
Como sempre acontece nessas reuniões, a imaginação voou longe do objetivo, até que, lá pelas tantas, uma colega propôs usarmos um trecho do Sermão da Montanha como tema do evento.
E o professor, que até ali estava meio quieto, respondeu de primeira. Aliás, pensou alto:

- Jesus era peripatético...

Seguiu-se uma constrangida troca de olhares, mas, antes que o hiato pudesse ser quebrado por alguém com coragem para retrucar a afronta, dona Dirce, a secretária, interrompeu a reunião para dizer que o gerente de RH precisava falar urgentemente com o professor. E lá se foi ele, deixando a sala à vontade para conspirar.

- Não sei vocês, mas eu achei esse comentário de extremo mau gosto, disse a Laura.
- Eu nem diria de mau gosto, Laura. Eu diria ofensivo mesmo, emendou o Jorge, para acrescentar que estava chocado, no que foi amparado por um silêncio geral.
- Talvez o professor não queira misturar religião com treinamento, ponderou o Sales, que era o mais ponderado de todos.
- Mas eu até vejo uma razão para isso...

-Que é isso, Sales? Que razão?

-Bom, para mim, é óbvio que ele é ateu.
-Não diga!
-Digo. Quer dizer, é um direito dele. Mas daí a desrespeitar a religiosidade alheia...

Cheios de fúria, malhamos o professor durante uns dez minutos e, quando já estávamos sentenciando à fogueira eterna, ele retornou. Mas nem percebeu a hostilidade. Já entrou falando:

-Então, como ia dizendo, podíamos montar várias salas separadas e colocar umas 20 pessoas em cada uma. É verdade que cada treinador teria de repetir a mesma apresentação várias vezes, mas... Por que vocês estão me olhando desse jeito?

-Bom, falando em nome do grupo, professor, essa coisa aí de peripatético, veja bem...

-Certo! Foi daí que me veio a idéia. Jesus se locomovia para fazer pregações, como os filósofos gregos também faziam, ao orientar seus discípulos.

Mas Jesus foi o Mestre dos Mestres, portanto a sugestão de usar o Sermão da Montanha foi muito feliz. Teríamos uma bela mensagem moral e o deslocamento físico... Mas que cara é essa?

- Peripatético quer dizer "o que ensina caminhando".

E nós ali, encolhidos de vergonha. Bastaria um de nós ter tido a humildade de confessar que desconhecia a palavra que o resto concordaria e tudo se resolveria com uma simples ida ao dicionário. Isto é, para poder ensinar, antes era preciso aprender. Finalmente, aprendemos.

Duas coisas.

A primeira é: o fato de todos estarem de acordo não transforma o falso em verdadeiro.
E a segunda é: que a sabedoria tende a provocar discórdias.

Mas a ignorância é quase sempre unânime.

Os conceitos não mudam...

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução
russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando
uma visão com conhecimento de causa:

"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de
quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia
não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo
suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos
protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;
quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte
em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua
sociedade está condenada".

sábado, 19 de novembro de 2011

terça-feira, 12 de julho de 2011

Fotos - Peruíbe





Julho/2011

Orquídeas


São do jardim da casa da minha mãe!!!

Solidariedade

terça-feira, 5 de julho de 2011

macarronada...




Hoje fizemos uma macarronada muito gostosa, à moda italiana. Aí vai a receita:
Molho: ( p/ 1Kg de massa)
2,5 Kg de tomates tipo italiano maduro
Retirar as sementes, colocar em uma panela com um pouco de água, uma cebola cortada em 4, e 2 folhasde louro.
Deixar ferver. Peneirar este cozido, e colocar em uma panela com um pouco de azeite, sal e um maço de mangericão.Ferver até apurar um pouco. Pronto!!! O molho está prontinho, e a massa..;
É só ligar pro Julio, que faz um macarrão caseiro delicioso. Nós encomendamos massa verde com queijo e presunto, mas tem muitos outros sabores. Confira!!!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Manacá



Não resisti, e andei fotografando um pequeno pé de manacá que está assim florido, no caminho que faço para o trabalho.São as flores da época, encantando o nosso dia-a-dia...

domingo, 26 de junho de 2011

As Tangerinas da vida


Estes dias eu recebi uma mensagem bonita por e-mail, eu gostaria de transcrever aqui, com minhas palavras, para uma reflexão.
Quando criança, ao pegar uma tangerina, corria a minha mãe ou a meu pai e dizia:
-Pai, começa o começo para mim?!
Eu queria que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, que era resistente e difícil para as mãos de uma criança.Ele então começava para que eu pudesse terminar de retirar a casca toda, e assim saborear a fruta.
Depois fui crescendo, e aprendendo que a vida é cheia de outras "tangerinas", difíceis de descascar- tem a escolha da profissão, o desafio do primeiro emprego, do segundo, do terceiro... o casamento, a família, a difícil tarefa de educar os filhos...a compra de uma casa nova... São tantas decisões, tantos "começos" e recomeços, que dá vontade de pedir para minha mãe ou meu pai começarem para mim!
Então me lembro da segurança de ser atendida por eles sempre que pedia para "começar o começo"- era a certeza de que conseguiria chegar até o final!
Sempre que a vida parece grossa e difícil, como a casca de uma tangerina nas mãos de uma criança, lembro-me de pedir ao nosso Pai do céu, que é eterno, e tem por nós um amor incondicional: "-Pai, começa o começo!"
Assim, temos sempre nosso Pai, que nos ajudará a enfrentar cada desafio, cada situação de vida, para podermos resolver o resto, e saborear cada vitória.
Também peço à minha Mãe do céu - Nossa Senhora - que é mãe de todos os filhos de Deus, para que também "comece o começo", intercedendo por nós ao seu Amado Filho - Jesus - nos abençoando e protegendo sempre, e iluminando nosso caminho.
Que todas as nossas tangerinas sejam mais fáceis de descascar daqui para frente

sábado, 25 de junho de 2011

Ter um Jardim...



Cultivar um jardim é uma terapia, uns dizem. Mas não é só isso. É ter a beleza a nos esperar todos os dias, ao chegarmos em casa cansados, e podermos ter as boas vindas das flores a nos receber... É ter a sensação de paz e calma. É atrair passarinhos , abelhas que procuram o nectar para o doce mel, e lindas borboletas multicoloridas, proparcionando uma festa da natureza em um pequeno pedaço de terra no meio da cidade poluída...
É ver a natureza desabrochar entre folhas verdes e flores. É dar espaço para que ela creça e floresça...
É amar a natureza e poder ver Deus em cada detalhe...
Eu AMO meu pequeno jardim...Quando a gente cuida, a natureza nos surpreende!
(foto: a roseira este ano me surpreendeu!!!)

Paraíso - Peruíbe



Na semana passada estive no meu paraíso particular, curtindo esta paisagem encantadora, de final de outono.

domingo, 29 de maio de 2011

Tô nessa!!!

Filhos

Filhos são do mundo; por José Saramago


Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos, libertos, até
de nossas ordens.
A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinaram-nos a
acreditar que só esta postura torna adulto aquele bebê que um dia levamos na
barriga.
E a maioria de nós pais acredita e tenta fazer isso. O que não nos impede
de sofrer quando fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos ou
quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos.
Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como
amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para
darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo! Ser
pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a
todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e
do medo de perder algo tão amado.
Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então,
de quem são nossos filhos?
Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus digamos que são
deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser
dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e
emocionalmente.
E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam
retornar em sorrisos, orgulho, netos e amparo na velhice?
Pensar assim é entender os filhos como nossos e eles, não se esqueçam, são
do mundo! Volto para casa ao fim do plantão, início de férias, mais tempo
para os filhos, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não
fossem apenas empréstimo! Mas é. Eles são do mundo.
O problema é que meu coração já é deles. Santo anjo do Senhor... É a mais
concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os
momentos possíveis ao lado das nossas "crias", que mesmo sendo
"emprestadas"; são a maior parte de nós !!! "A vida é breve, mas
cabe nela muito mais do que somos capazes de viver ";

José Saramago

sábado, 16 de abril de 2011

Japão, pela Monja Coen


JAPÃO
Quando voltei ao Brasil, depois de residir doze anos no Japão, me incumbi da difícil missão de transmitir o que mais me impressionou do povo Japonês: kokoro.
Kokoro ou Shin significa coração-mente-essência.
Como educar pessoas a ter sensibilidade suficiente para sair de si mesmas, de suas necessidades pessoais e se colocar à serviço e disposição do grupo, das outras pessoas, da natureza ilimitada?
Outra palavra é gaman: aguentar, suportar. Educação para ser capaz de suportar dificuldades e superá-las.
Assim, os eventos de 11 de março, no Nordeste japonês, surpreenderam o mundo de duas maneiras.
A primeira pela violência do tsunami e dos vários terremotos, bem como dos perigos de radiação das usinas nucleares de Fukushima.
A segunda pela disciplina, ordem, dignidade, paciência, honra e respeito de todas as vítimas.
Filas de pessoas passando baldes cheios e vazios, de uma piscina para os banheiros.
Nos abrigos, a surpresa das repórteres norte americanas: ninguém queria tirar vantagem sobre ninguém. Compartilhavam cobertas, alimentos, dores, saudades, preocupações, massagens. Cada qual se mantinha em sua área. As crianças não faziam algazarra, não corriam e gritavam, mas se mantinham no espaço que a família havia reservado.
Não furaram as filas para assistência médica – quantas pessoas necessitando de remédios perdidos-
mas esperaram sua vez também para receber água, usar o telefone, receber atenção médica, alimentos, roupas e escalda pés singelos, com pouquíssima água.
Compartilharam também do resfriado, da falta de água para higiene pessoal e coletiva, da fome, da tristeza, da dor, das perdas de verduras, leite, da morte.
Nos supermercados lotados e esvaziados de alimentos, não houve saques. Houve a resignação da tragédia e o agradecimento pelo pouco que recebiam. Ensinamento de Buda, hoje enraizado na cultura e chamado de kansha no kokoro: coração de gratidão.
Sumimasen é outra palavra chave. Desculpe, sinto muito, com licença. Por vezes me parecia que as pessoas pediam desculpas por viver. Desculpe causar preocupação, desculpe incomodar, desculpe precisar falar com você, ou tocar à sua porta. Desculpe pela minha dor, pelo minhas lágrimas, pela minha passagem, pela preocupação que estamos causando ao mundo. Sumimasem.
Quando temos humildade e respeito pensamos nos outros, nos seus sentimentos, necessidades. Quando cuidamos da vida como um todo, somos cuidadas e respeitadas.
O inverso não é verdadeiro: se pensar primeiro em mim e só cuidar de mim, perderei. Cada um de nós, cada uma de nós é o todo manifesto.
Acompanhando as transmissões na TV e na Internet pude pressentir a atenção e cuidado com quem estaria assistindo: mostrar a realidade, sem ofender, sem estarrecer, sem causar pânico. As vítimas encontradas, vivas ou mortas eram gentilmente cobertas pelos grupos de resgate e delicadamente transportadas – quer para as tendas do exército, que serviam de hospital, quer para as ambulâncias, helicópteros, barcos, que os levariam a hospitais.
Análise da situação por especialistas, informações incessantes a toda população pelos oficiais do governo e a noção bem estabelecida de que “somos um só povo e um só país”.
Telefonei várias vezes aos templos por onde passei e recebi telefonemas. Diziam-me do exagero das notícias internacionais, da confiança nas soluções que seriam encontradas e todos me pediram que não cancelasse nossa viagem em Julho próximo.
Aprendemos com essa tragédia o que Buda ensinou há dois mil e quinhentos anos: a vida é transitória, nada é seguro neste mundo, tudo pode ser destruído em um instante e reconstruído novamente.
Reafirmando a Lei da Causalidade podemos perceber como tudo está interligado e que nós humanos não somos e jamais seremos capazes de salvar a Terra. O planeta tem seu próprio movimento e vida. Estamos na superfície, na casquinha mais fina. Os movimentos das placas tectônicas não tem a ver com sentimentos humanos, com divindades, vinganças ou castigos. O que podemos fazer é cuidar da pequena camada produtiva, da água, do solo e do ar que respiramos. E isso já é uma tarefa e tanto.
Aprendemos com o povo japonês que a solidariedade leva à ordem, que a paciência leva à tranquilidade e que o sofrimento compartilhado leva à reconstrução.
Esse exemplo de solidariedade, de bravura, dignidade, de humildade, de respeito aos vivos e aos mortos ficará impresso em todos que acompanharam os eventos que se seguiram a 11 de março.
Minhas preces, meus respeitos, minha ternura e minha imensa tristeza em testemunhar tanto sofrimento e tanta dor de um povo que aprendi a amar e respeitar.
Havia pessoas suas conhecidas na tragédia?, me perguntaram. E só posso dizer : todas. Todas eram e são pessoas de meu conhecimento. Com elas aprendi a orar, a ter fé, paciência, persistência. Aprendi a respeitar meus ancestrais e a linhagem de Budas.
Mãos em prece (gassho)
Monja Coen

sábado, 19 de março de 2011

São José




Hoje, 19 de março, é dia de São José. Ao falar de José, logo me lembro de uma bondade sem fim; de humildade, de paciência, e principalmente de confiança, coragem e FÉ!
José era um chefe de família, e não era qualquer uma: era a “Sagrada Família”. Com coragem, soube proteger Maria e o pequeno Jesus quando se fez necessário, soube cuidar e educar o Filho, lhe ensinando um trabalho; soube amar Maria incondicionalmente.
Pouco sabemos sobre a vida de José através dos Evangelhos, mas sabemos que era carpinteiro, que parte de sua vida foi dedicada à esta Família,e que ele abençoadamente ao morrer, tinha Maria e Jesus ao seu lado.
Hoje, podemos encontrar pessoas assim, como José, que sabe confiar, esperar, sabe ser bom e puro de coração? Encontramos chefes de família tão dedicados, apaixonados e responsáveis?
Tenho certeza que sim: podemos encontrar ainda hoje pais que cuidam, protegem, se preocupam, amam suas famílias a ponto de passarem a vida trabalhando pelo seu bem. É a todos estes “Josés” de hoje que vamos voltar nossos pensamentos , todo o nosso amor e agradecimento, para que possam ter sempre Jesus e Maria ao seu lado!

São José, valei-nos!

"José foi um pai tão maravilhoso, que Jesus chamava a Deus de PAI"

As fotos acima nós tiramos na Igreja da Sagrada Família em Nazaré, Israel/junho 2010

domingo, 13 de março de 2011

YouTube - Human Planet - Web exclusive series trailer - BBC One

YouTube - Human Planet - Web exclusive series trailer - BBC One
E por falar nisso... aproveitando o "gancho" da Campanha da Fraternidade, vejam este vídeo fantástico de cenas do nosso Planeta e seus habitantes...

Campanha da Fraternidade - 2011




CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador
Artigo do Cardeal Dom Odilo Scherer

A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.
As conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. É difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.
A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na Terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011.
Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador. Professamos a fé no Deus, Criador do Céu e da Terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na Terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo.
Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus... Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Sl 8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte.
O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido... A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.
Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo

ÊXODO


Na última semana, retornamos às aulas de Teologia, que já frequento há dois anos. São aulas muito enriquecedoras, onde aprendemos a aprofundar a nossa fé, a termos outra visão da religião que conhecemos desde criança. Quantas vezes já ouvimos as histórias do Gênesis, da Criação do Mundo e do homem, da saída do Egito, das Tábuas da Lei de Moisés, etc. Mas agora vejo tudo isso com outras perspectivas, com um novo olhar, e o mais importante é "O QUE" este novo olhar trará para minha vida, para entender cada momento, para ajudar na evangelização e no meu dia a dia, no meu trabalho e na vida de minha família. È incrível como é rico o texto bíblico, e como às vezes não percebemos isso, por estarmos até " acostumados" a ler com a visão de quem "já sabe desta história"!
Uma das reflexões que fiz foi sobre o Êxodo. A nossa vida é uma eterna caminhada, a procura da Terra Prometida, do Reino de Deus.Quantas vezes nos sentimos oprimidos, explorados por sentimentos de incertezas, de angústias, de raiva e ódio até. O stress diário, a depressão,a falta de tempo - ou melhor, a desorganização do tempo - tudo isso é comum hoje em dia, e se deixarmos, são situações que vão nos maltratando cruelmente todos os dias. Estamos então no " Egito", e precisamos ser libertados, sendo chamados à sair. Para conseguir é prioridade ter Fé, a certeza de que Deus ESTÁ ao nosso lado. É Ele quem vai nos guiar na caminhada, que nos dará o alimento, a força, a coragem dia após dia. È necessário que se faça uma Aliança com Ele, que vivamos em sua Lei, que sabemos agora ser apenas AMAR. E assim, começar a caminhar, e esta caminhada pode ser até ardua, difícil: é um caminho pelo "deserto", afinal. É neste caminho que vamos amadurecer nossas idéias, definir o que é a nossa "Terra Prometida", aonde queremos chegar, e é durante esta caminhada que iremos conhecer à Deus com maior profundidade, e também conhecermos a nós mesmos. Nós fomos criados para sermos FELIZES, e isso só é possível quando estamos entre pessoas felizes, e se pudermos proporcionar pelo menos um pouquinho de felicidade ao nossos irmãos. Chegaremos aí à Terra Prometida. Mas logo aparecerão novos problemas, e seremos chamados novamente, só que a cada caminhada, teremos a experiência da anterior, e conseguiremos chegar com maior rapidez, adquirindo novas conquistas. Assim sucessivamente, na nossa caminhada de FÈ!
Meus amigos, olhando agora para trás, quantas vezes já passei por isso! Quantas saídas do Egito, já até passei pelo Mar Vermelho, e Deus me deixou atravessar em terra seca, enquanto meus medos e angustias se afogaram lá atrás. Já fiz tantas Alianças, já desanimei no deserto , já murmurei, reclamei, puxa!!! Foram tantos Êxodos, e ainda enfrentarei muitos outros... Mas a cada um , mais preparada, mais confiante, e SEMPRE COM DEUS AO MEU LADO. ESTA CERTEZA ME BASTA!!!