No início do ano passado, eu li um artigo no suplemento cultural da revista da APM ( Associação Paulista de Medicina), do advogado e escritor José Carlos Barbuio, que comentava sobre a solidariedade que a sociedade deve ter com relação aos desabrigados. Chamava a atenção para a falta de interesse,quando lavamos as mãos ante as desgraças alheias. Havia acontecido enchentes e desmoronamentos em Santa Catarina. Neste ano, novamente assistimos ao caos que se apresenta agora em São Paulo, e também em tantas outras cidades,como o Rio, Paraná, Angra... Além da trajédia no Haiti
Fui procurar aquele artigo novamente, pois algo nele me chamou a atenção. Era um poema escrito por um anônimo há alguns anos, qdo ocorreu uma terrível enchente na Argentina. Nele, se destaca o poder da solidariedade:
"Eu tinha medo da escuridão
Até que as noites se fizeram longas e sem luz
Eu não resistia ao frio facilmente
Até passar a noite molhado numa lage
Eu tinha medo dos mortos
Até ter que dormir num cemitério
Eu adorava exibir minha nova jaqueta
Até dar ela a um garoto com muito frio
Eu desconfiava da pele escura
Até que um braço forte me tirou da água
Eu achava que tinha visto muita coisa
Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas
Eu não gostava do cachorro do meu vizinho
Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar
Eu não lembrava dos idosos
Até participar de seus resgates.
Eu não sabia cozinhar
Até ter na minha frente uma panela, arroz e crianças com fome
Eu achava que minha casa era mais importante que as outras
Até ver todas cobertas pelas águas
Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome
Até a gente se tornar todos seres anônimos
Eu criticava a bagunça dos estudantes
Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias
Eu não me lembrava o nome de todos os Estados
Agora guardo cada um em meu coração
Eu não te conhecia
Agora você é meu irmão
Tínhamos um rio
Agora somos parte dele
É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio
Graças à Deus
Vamos começar de novo"
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Paella Marinheira
RECEITA DE FÉRIAS
Eu nunca havia preparado uma paella, então pegamos esta receita do chef Allan Villa, emandamos ver! Ficou show!!! Confira:
Ingredientes:
1Kg de arroz sem lavar
o dobro do volume de agua
250g de lulas limpas
250g de mariscos com casca
500 g de camarão rosa com casca
400 g de camarão pequeno descascados
2 tomates maduros picados
1 colher de páprica doce
2 dentes de alho amassados com 2 ramos de salsa e azeite
3 pistilos da açafrão
2 pimentões vermelhos sem pele e sem sementes cortados em tiras
sal a gosto
PREPARO:
Corte as lulas em rodelas. Reserve. Reserve também os tentáculos. Lave os mariscos e reserve.
Em uma paellera aqueça o óleo,junte os camarões c/ casca polvilhados c/ sal e deixe-os dourar.Retire e reserve para a decoração.
Junte em fogo médio o tomate, páprica, o azeite com alho e salsa. Adicione as lulas e os camarões sem casca. refogue por 10 min, incorpore a agua, corrija o sal, e deixe cozinhar por 10 min, em fogo alto, a partir do momento da ebulição.Baixe o fogo para médio, acrescente o açafrão. Junte o arroz espalhando-o em forma de cruz, sem mexer.Quando a agua começar a secar, coloque as tiras de pimentão e os mariscos. Conserve no fogo até que o arroz fique cozido. Deixe descansar por 5 min fora do fogo, e decore com os camarões reservados.
E... BOM APETITE!!!!
domingo, 31 de janeiro de 2010
Morro dos Itatins
Serra dos Itatins, Morro da Juréia, "morro do Inácio"... Vários nomes, um mesmo lugar, cheio de encanto e mistérios!Fica em Peruibe, litoral de SP.
Há quem diga que ali pousam discos voadores... Que tem a "porta de Deus", que é uma porta desenhada numa pedra,que é oca quando a gente bate nela. Tem outros mistérios também, como a névoa de ozônio que sai dele e encobre toda a cidade,e outros.
Eu só sei é que subir até o seu topo é uma experiencia incrível, o visual é lindo, e é um encontro com a natureza fantástico! Além disso, é muito bacana ver o morro limpinho, bem verde, bem preservado.Quando caminhamos na praia, ele é um ponto de referência, um marco.
Há alguns anos um grupo foi até o pico levar uma cruz gigantesca e rezar uma missa lá. Eu não estava presente mas fiquei sabendo que foi muito emacionante. Até há pouco tempo podíamos ver a cruz daqui de baixo!
Quando ele está encoberto de nuvens, pode contar que vem chuva.Se diz que o "Inácio está de chapéu".
Subindo pela serra , tem acesso a varias praias que são verdadeiros redutos da natureza: a prainha, o Guaraú,o Paraíso, o Perequê, a Barra do Una,e outros.
Espero que este lugar fique preservado para sempre, um lugar protegido, maravilhoso, onde podemos desfrutar da fauna e flora do pouco que restou da Mata Atlântica!!!
PERUIBE
PERUÍBE DA MINHA INFÂNCIA
Na minha infância, não existiam férias sem Peruíbe. Nem folga ou feriado, e nunca íamos para outro lugar. Lá era nosso refúgio, nosso paraíso, nossa folga, nosso feriado.
Tinha a casa do vovô, onde toda a família se reunia, cada um tinha seu quarto. A casa tinha um muro branco na frente, onde tirávamos fotos da família que crescia.Tinha também um tanque de areia para nós brincarmos.
Tinha banho de mar logo de manhã, a praia era mais limpa, tinha menos gente e o sol não era tão quente. Tinha os aperitivos do vovô, com a famosa caipirinha, o “cachimbo da paz”, e até as crianças davam uma ”bicadinha”. Tinha siri no molho, mariscos na casca com caldinho, ostras com limãozinho... E depois dessa farra, tinha o almoço da vovó – aquela macarronada que acabava em “escarpeta”, ou os bifes à milanesa deliciosos, ou o cação fresquinho, comprado no portinho, e até arroz com feijão e picadinho era dia de festa!
Depois do almoço era hora de cesta, cada um ia para um canto: o quarto ou a rede na varanda... No fim da tarde tinha o mergulho no mar do vovô e do papai, e as crianças iam na carona! Ou então íamos pescar siri com as gaiolas para o dia seguinte. Aí era ver os pobrezinhos andando no tanque...
As brincadeiras eram empinar pipas, jogar taco, brincar na areia. Andar na praia até o rio e colocar o pé na pedra, e ver os tatuíras saírem correndo. Além dessas “baratinhas” do mar, também tinha idiamins, besouros gigantes, cigarras, e outros insetos.
Tinha o fim de tarde: o sino da Igreja Matriz avisava a cidade toda da hora da missa. Também era hora das andorinhas fazerem sua revoada. Isso era muito lindo- o céu ficava forrado de pássaros.
Tinha a sorveteria Paulista, ou o sorvete da “dona gorda”, que todo mundo gostava. Tinha o passeio na pracinha, e a banda tocando no coreto.
Tinha o Inácio com ou sem chapéu. Tinha a expectativa de o dia seguinte ter sol ou não.
Depois de jantar, tinha as cadeiras na calçada, e todos sentavam ali, vendo o movimento da cidade.
Se começava a ventar, era de se esperar o” vento noroeste”. Todos entravam em casa, e alguém já passava a mão em um ramo de erva cidreira. A vovó já esquentava a água na chaleira, e sentíamos aquele cheirinho do chá, que o vovô chamava de “fiquitim”. Ficávamos lá dentro, ouvindo o vento, tomando chá, e curtindo as histórias e as cantorias do vovô e da vovó. Às vezes tinha brincadeiras de telepatia, ou achar o rabo do elefante, que a gente morria de rir...
Nas férias , quando os homens voltavam para São Paulo, a gente dormia juntos no quarto da vovó. Tinha as histórias dela e da mamãe: dos Príncipes Coroados, do Mimi e Arquimedes, e outras lindas, cheias de sonhos. Dormíamos ouvindo a radio "maré mansa" no radinho da vovó, e de manhã não escapávamos de ouvir o Gil Gomes.
No final de semana eles voltavam, e era uma festa: alegria, conversa, risadas e comida gostosa, como a pizza feita em casa, inesquecível era a de camarão com mussarela!
E assim era Peruíbe da minha infância. Tinha muita paz e alegria. Tenho saudades...
O tempo passou, e agora tem...
PERUÍBE DA INFÂNCIA DE MEUS FILHOS
Continua não existindo férias sem Peruíbe. Tem a casa do vovô deles, que é meu pai, e a casa da Nona, que é minha vovó.
A casa da Nona continua no mesmo lugar, o muro branco não é mais a moldura das fotos, não tem mais o tanque de areia, não tem mais o meu vovô. Mas ainda tem alegria, risadas, conversas, caipirinhas antes do almoço, comidas deliciosas por lá.
Agora a gente fica na casa perto do morro dos Itatins e da praia. È uma casa linda, com gramado, quiosque e muito espaço. Tem piscina montada no quintal, tem brincadeira a beça. As crianças se divertem do começo ao fim.
As brincadeiras mudaram um pouco, mas ainda tem bola, frescobol e taco. Tem também vídeo game e jogos no salão de brincadeiras no andar de cima.
O Inácio ainda põe e tira o chapéu, e a gente sempre espera um dia de sol.
Ainda tem o banho na praia, que está mais cheia de gente. A orla está mais bonita, com pista de caminhadas e quiosques lindos. A paisagem continua perfeita!
O portinho está no mesmo lugar, com os vendedores de peixe fresquinho, que a gente vê chegar nos barquinhos.
Tem os aperitivos da vovó, a cervejinha gelada, a caipirinha do Ricardo e os drinks do Dadi. Tem aquele almoço especial, com peixe fresquinho, ou aquela macarronada, e ainda é festa quando tem arroz com feijão!
Tem descanso na rede na varanda, tem muitos passarinhos no jardim: beija-flores, bem-te-vis, e tantos outros. Tem coqueiro carregado de cocos, que a gente colhe e toma de canudinho. Tem o barulho das ondas do mar. Ainda tem vento Noroeste, e tem chá de fiquitim. Tem o jardim da vovó com salsa, hortelã e manjericão.
Mudam os vovôs e as vovós, mudam as crianças, Peruíbe mudou, mas é a mesma. Encantadora, pequenina, alvissareira, ainda com coreto na pracinha, bandinha, praia, sol natureza. Ainda é nosso refugio, nosso PARAÍSO!!!!! E as crianças vão crescer com estas lembranças, que se tornarão inesquecíveis, como foram para mim.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Ceia de Natal
Nunca podemos nos esquecer que o Natal significa PARTILHA. E nada melhor e mais bacana que compartilhar a Ceia, com amigos e familiares.É tão importante termos todos à mesa, conversar, trocar idéias, se divertir juntos, passar horas gostosas e inesquecíveis, rezar juntos!
A Ceia de Natal pode ser vivida diariamente. Não precisa ter aquelas comidas todas, nem bebidas e brindes. O importante é sentar- se à mesma mesa.
Jesus Cristo sempre esteve ao redor de uma mesa. Era ali que Ele estabelecia a amizade, onde se fortaleciam os laços. Num ato puramente humano, ao redor de uma mesa, é que as pessoas ficavam mais ligadas à Ele.Era através do AMOR que jesus conseguia a Conversão.
Foi também em uma mesa que Jesus instituiu a Eucaristia. O seu verdadeiro sentido é a partilha, é o momento que os Cristãos compartilham o mesmo alimento, que é o Pão da Vida!
Assim, como hoje é o dia da Ceia, vamos arrumar uma mesa bem bonita, enfeitá-la,colocar boa comida e fazer um brinde, colocar frutas, pães, vinho. Vamos chamar os amigos, familiares, e fazer uma bela oração juntos, relembrando a noite em que Jesus nasceu.
UM FELIZ NATAL À TODOS!!!!!!
Receita para o Natal
LOMBO DE PORCO RECHEADO
Ingredientes:
1 lombo (do tamanho certo p/ sua família)
2 xic de vinho branco seco
1 cabeça de alho amassado
suco de 2 limões
sal
oregano,alecrim, páprica doce,louro e pimenta calabreza a gosto
200g de presunto fatiado
200 g de ameixa preta sem caroço
modo de fazer:
abra o lombo no sentido do cumprimento,tempere com o alho, sal e as ervas de sua preferência. coloque o presunto e a ameixa.
Enrole como um rocambole,e amarre bem firme com barbante. Faça uma marinada com o vinho, limão, sal, o restante do alho e das ervas. Coloque o lombo dentro da marinada e deixe descansar por umas 4 horas. Retire deste molho e frite todos os lados em uma panela com pouco óleo bem quente. retire da panela, cubra com papel alumínio e leve ao forno por 1 hora. Abra o papel alumínio e asse por mais 30 minutos.
Corte o abacaxi em rodelas, tire o miolo, coloque em uma assadeira com manteiga e asse por uns 30 min. ( aproveite o mesmo forno na ultima meia hora do lombo)
Montagem: em uma travessa bem bonita, acomode as fatias de abacaxi, e coloque o lombo fatiado por cima. Acompanha arroz e a farofa de sua preferência.
Não esqueça de escolher um bom vinho!!! FELIZ NATAL
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Escondidinho de carne seca
(receita básica da minha amiga Raquel,eu dei meu toque)
Ingredientes:
1KG de carne seca
1,5 KG de mandioca
cebola, alho, azeite, azeitonas verdes picadas
2 tomates picados, sem pele ou semente
salsa e cebolinha a gosto
1 copo de requeijão
3 colheres de margarina
queijo parmesão ralado
MODO DE FAZER: Deixe a carne de molho =/- 12 hs, para tirar o sal, trocando a água pelo menos 2 vezes. Afervente a carne por uns dez minutos, troque novamente a água e cozinhe na pressão por uns 40 min. Ela vai ficar no ponto do sal e fácil de desfiar.
Refogue alho, cebola e o tomate, junte a carne desfiada,a azeitona e o cheiro verde.reserve
Cozinhe a mandioca com agua, depois amasse com um espremedor. Junte a margarina e o requeijão.
Montagem:para fazer porções individuais, unte os ramekins c/ manteiga, coloque uma porção da carne e cubra com o purê. Coloque uma farta camada de parmesão por cima e leve ao forno pra gratinar.
Pode ser feito também em refratário, servir com arroz e salada verde.Os individuais caem bem na happy hour,bem quente, acompanhado daquela cervejinha beeeem gelada!!! Faz um sucesso...
(rende 20 ramekins de tamanho médio)
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